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23/09/2009

Em tratamento...





Fotografia de Alexandra Carvalho



O "Malhado" foi ontem apanhado, porque deixara de comer há 2 dias e continuava a emagrecer a olhos vistos.

Inicialmente, suspeitámos que pudesse ter insuficiência renal, devido a beber muita água e ser, aparentemente, um gato idoso.

Foi este final de tarde levado à clínica veterinária, onde lhe foram feitos os testes de FIV e FELV (dando negativo a ambos) e, depois de observação, detectou-se que tinha uma gastroenterite (provocada, muito possivelmente, por uma alimentação inadequada a um felino).

Infelizmente, a maioria das pessoas que alimentam colónias de gatos debate-se, diariamente, com o facto de outras pessoas deixarem, nos locais onde os alimentam, restos de comida de utilização humana (desde carnes temperadas, a peixe com espinhas e carne cheia de ossos, salsichas frescas e, até mesmo, fritos) - completamente desapropriadas a uma alimentação correcta e saudável, originando não só doenças aos felinos, como, também, sujando os locais onde os mesmos são alimentados e favorecendo o aparecimento de formigas e moscas.



Fotografia de Cecília Carril


O "Malhado" iniciou hoje o tratamento para a gastroenterite, findo o qual não voltará para esta colónia de rua, dado que se trata de um gato muitíssimo meigo que, apesar da aparência, tem apenas 4 a 5 anos, pelo que merece que lhe tentemos encontrar um lar onde possa ainda ser feliz durante muitos e longos anos.

Mais fotos aqui.








22/08/2009

"Salva", a gatinha dourada







Toda a estória da gatinha "Salva" a ler aqui.


Esta manhã, chegaram mais alguns sacos de pano-crú com as imagens desta gatinha à "Ulmeiro/Livrarte" (único ponto de venda onde se encontram disponíveis, dado que optámos por não os vender online devido aos motivos abaixo referenciados).




Música: Zazie - "J'envoi valser"


Os sacos de pano-crú da "Salva" foram concebidos pelo Bazar dos Ronrons, em Janeiro de 2009, com o intuito de auxiliar os protectores desta gatinha, a quem oferecemos 10 sacos de pano-crú; tendo o lucro angariado com a venda destes sacos ecológicos revertido na íntegra para as despesas de esterilização da "Salva".

Entretanto, os sacos da "Salva" têm feito tanto sucesso que, a pedido de inúmeros clientes e amigos da "Ulmeiro/Livrarte", esporadicamente, temos deixado mais alguns destes artigos para venda nesta livraria-alfarrabista (continuando os lucros dessa venda a reverter na íntegra a favor das despesas veterinárias e de alimentação da gatinha "Salva").








21/08/2009

O "Malhado"





“On ne voit bien qu'avec les yeux du coeur.
L'essentiel est invisible
pour les yeux.”



(Antoine de Saint-Exupéry, in "Le Petit Prince"
)








Este é um dos felinos que faz parte da colónia de gatos de rua onde também viviam Yoshi, Mini e Luna, antes de terem sido apanhados pelos funcionários do Canil/Gatil Municipal de Lisboa.

A incerteza era considerável em relação à cor do seu pêlo, tal não é o estado de sujidade em que anda, devido a se meter constantemente por debaixo de alguns automóveis.
E só ontem ao fim da tarde, quando finalmente o consegui ver mais de perto, depois de sobre ele muito ter ouvido a Cecília (aqui do Bazar dos Ronrons) falar, me apercebi então que o "Malhado" é um lindíssimo gato branco e tigrado (a que esta fotografia não faz sequer jus).

O "Malhado", à semelhança de muitos dos gatos desta colónia de rua, ou por ali foi abandonado, ou alguém se "esqueceu" de o levar consigo quando mudou de casa (ao ser realojado); deixando assim que este animal chegasse às condições em que se encontra: magro e escanzelado, num estado deplorável.
É, de facto, pena que as pessoas que têm tais atitudes não cheguem sequer a ser confrontadas visualmente com o estado a que votaram os seus animais!...

O "Malhado" encontra-se em tratamento médico e, nas últimas semanas, tem recuperado o apetite e até já tem um pouco mais de barriga.

Apesar de tudo aquilo que tem passado, o "Malhado" é um gato extremamente meigo, que se afeiçoou bastante às duas pessoas que alimentam esta colónia (chegando ao ponto de dar a barriguinha a pedir festas)... e que até mete dó deixá-lo na rua!...

Logicamente que, sendo um gato adulto de rua, apesar de extremamente meigo, temos a plena consciência de que muito poucas são as hipóteses de algum dia vir a ser adoptado (só mesmo se aparecesse alguém de muito bom coração, para quem "o essencial é invisível aos olhos").

E, infelizmente, as duas pessoas que alimentam esta colónia também não o podem acolher em suas casas, por já terem outros animais a seu cargo. Como é bem sabido, normalmente, as pessoas que ajudam no terreno têm sempre bastantes casos de animais em acolhimento e pouco espaço para tantos que por essas ruas ainda necessitam de ajuda, ou que acabam impreterivelmente por lhes ir parar às suas mãos quando outros sabem que auxiliam animais de rua (por isso, talvez, se pudesse estudar uma forma deste "mal" ser repartido por todas as aldeias, ou de, pelo menos, um público mais alargado se consciencializar de que também pode e tem meios para ajudar a este nível).

Quanto ao "Malhado", continuaremos a alimentá-lo e apoiar em termos veterinários, porque foi esse mesmo um dos motivos que esteve na base da abertura do "Bazar dos Ronrons".







15/08/2009

Enquanto isso, nos quintais...







As tentativas (infrutíferas) de apanhar o Mikado.






E as conversas diplomáticas de negociação com um vizinho, que derivaram na colocação de um areão/WC junto à casota de Misha e Luana.







31/07/2009

YML...




... 1 semana depois, foi dia de os nomear:




Fotografia de Cecília Carril
Arte final de Alexandra Carvalho



Gostamos de nomear alguns dos gatos que salvamos (aqueles que nos chegam em piores condições) com nomes que lhes tragam boa sorte, para que o seu futuro a partir dessa data seja delineado como um augúrio auspicioso.

O nosso velhotinho branco e amarelo, que deu entrada no Canil/Gatil Municipal de Lisboa num estado lastimável, e dele foi resgatado quando parecia já não haver esperança para um caso como o seu, chama-se agora YOSHI (do Japonês 吉 "boa sorte" ou 良 "bom").

Nos primeiros dias, Yoshi comia com uma sofreguidão tal que parecia andar esfomeado há já muito tempo. Tem estado a seguir o tratamento e os seus olhos já não são as duas cicatrizes purulentas com que chegou, conseguindo-se agora vislumbrar a cor dos seus olhos. Anda mais arrebitado e continua uma meiguice pegada, sempre a revirar a barriguinha para pedir festas e a dar marradinhas nas nossas mãos.





Fotografia de Cecília Carril
Arte final de Alexandra Carvalho


A pequena MINI, por ser a mais bebézinha, foi logo nomeada nos primeiros dias. Muito bufona e sempre escondida, aninhando-se junto à gatinha preta e branca, começa agora a revelar-se mais dócil, acedendo a todos os tratamentos; mas não compreendendo ainda lá muito bem o que deve fazer quando se lhe coloca um comprimido na boca (e permanecendo com ela bem aberta).

Devido a tudo o que já passou na sua breve existência, Mini ainda não sabe o que é brincar, nem tão pouco o que são ratinhos de tricot... mas brevemente o aprenderá.





Fotografia de Cecília Carril
Arte final de Alexandra Carvalho


LUNA, a jovem gata cujo focinho parece desenhar duas das faces da lua, teve de ser internada a soro e antibiótico na clínica veterinária, durante um dia da semana passada, devido a permanecer com uma diarreia muito intensa. E tem vindo a melhorar consideravelmente.

Apesar de ainda bufar um pouco, já acede a que se lhe faça festinhas muito devagar.







29/07/2009

A Colónia da Maria




Já aqui tínhamos falado desta colónia de (outros) gatos dos quintais, de onde é oriunda a gatinha Mimi (que ainda se encontra para adopção).

Esta tarde, tivemos o prazer de, finalmente, conhecer a sua protectora, a Maria, que entrou em contacto connosco depois de um comentário que havíamos deixado no blog da Rosa Pomar.







Depois de sermos apresentadas aos felinos da casa e conhecermos também as 2 tartarugas e os 2 magníficos porquinhos-da-Índia, foi a fez de assistirmos a algo de inédito na história da interacção do Homem com os gatos: Maria aproximou-se da janela, fez um pequeno e breve som semelhante a um estalido com a boca... e, subitamente, apareceram, vindos dos cantos mais recônditos dos jardins, cerca de 7 gatos, que se puseram todos no telhado em frente a observá-la, aguardando pela hora da paparoca.







Lá em baixo, no quintal do seu prédio, a gata Mia (mãe da Mimi e de mais 2 filhotes) era cortejada por um lindíssimo gato preto e branco, enquanto a cadela Beagle os observava tranquilamente (nos seus muitos anos de convívio nos quintais, esta cadela aprendeu a ser paciente e complacente para com as tropelias dessa juventude felina).

Maria, do alto das escadas de serviço, chamou Mia, dizendo-lhe para subir... e esta veio veloz até ao 3º andar, comer a sua refeição.






Ao descer, Mia foi colocar-se no alto do muro, ao lado da outra jovem gata-mãe, velando pelos seus bebés que se encontravam do lado contrário.



Como já havíamos referido, a gata Mia vai ser brevemente esterilizada e terá, assim, autorização da proprietária do prédio para aí se instalar, passando todos os habitantes a serem responsáveis por ela. Inclusive, a Maria já se prontificou para adquirir uma casota para colocar nas escadas de emergência, de modo a que, no próximo Inverno, a gata Mia possa estar mais protegida.

No entanto, torna-se, ainda, necessário conseguir dar para adopção todos os gatinhos bebés que se encontram nestes quintais, bem como providenciar à castração e esterilização dos outros gatos que aqui vivem (de modo a que não haja problemas com vizinhos que se sintam incomodados com os animais e ainda tomem alguma medida mais brusca e desumana).

O "Bazar dos Ronrons" comprometeu-se a, na medida do que lhe é possível, auxiliar a Maria no que diz respeito a esta colónia.
Brevemente daremos aqui mais notícias, caso nos queiram também ajudar no que vos for possível.









25/07/2009

Os 3 da vida airada




A 1ª noite é sempre a mais difícil...

É-se inesperadamente retirado da rua, onde se nasceu ou se teve que aprender a sobreviver; e, de uma forma assaz brusca, permanece-se confinado durante 8 a 9 dias numa jaula, sem a luz do sol, sem a terra onde se espraiar, por vezes sem comida ou água sequer, ouvindo outros miados e latidos persistentes de sofrimento...
E o choque é demasiado violento para que, mesmo um animal, passe incólume.

Na melhor das hipóteses, se tudo correr bem, depois chega-se ali ou a um outro local. Outros não têm tanta sorte...

E a 1ª noite é sempre a mais difícil...

Depois de todos os exames médicos e de se ter que passar mais algum tempo fechado dentro de uma transportadora, toda uma panóplia de novos cheiros, cores e texturas se apresentam... Olha-se a toda a volta, com muita atenção, e não se reconhece onde se está: não é a rua, nem tão pouco o cárcere... mas, pelo menos, o ambiente parece mais tranquilo do que o tumulto vivido nos últimos dias.
E acaba por se cheirar docemente o ar à volta, fechando os olhos como que deliciados e encostando-se àquela janela quentinha... Esperando recuperar uma nova vida.

Se ao menos os animais pudessem falar...


“Nenhum dos argumentos que provam a superioridade do homem consegue esconder este facto terrível: no sofrimento, os animais são nossos iguais.”

P. Singer







Fotografias de Cecília Carril


Apesar do estado débil em que se encontra, o gatinho amarelo e branco já idoso tem demonstrado uma força de viver e meiguice extraordinárias, sobretudo para um animal que passou pelas piores vicissitudes.
Estava esfomeado e desidratado, completamente esquelético. Continua a fazer tratamento de pomada cicatrizante para as feridas que tem nas orelhas (e, brevemente, irá fazer uma biópsia, para se verificar se tratam de carcinomas) e para a coriza agravada (que lhe feriu já parte de um dos olhos).
Nesta primeira noite, escolheu logo o seu local predilecto, dentro de uma transportadora tamanho XXL, que lhe tem servido de cama, com vista ampla sobre uma janela.





Fotografia de Cecília Carril


Mini, a gatinha bebé, que se viu separada da sua mãe e 2 irmãos, aquando da captura pelo Canil/Gatil Municipal de Lisboa, encontrou, durante a clausura, amparo na jovem gata preta e branca (que fora recentemente mãe e também perdera os seus filhotes).
Passaram a sua primeira noite aninhadas uma na outra (naquela estranha posição que os felinos assumem quando se encontram aprisionados), quase se sufocando mutuamente, como se se tentassem proteger procurando calor uma na outra.
Apesar de muito magra e desidratada, Mini já come muito bem e passou largos minutos a olhar pela janela para a rua, miando de quando em vez.




Fotografia de Cecília Carril


Luna, a jovem gata preta e branca, ainda não refeita de todo o susto pelo qual passou, ainda nos bufa bastante se nos tentamos aproximar.
Também já comeu, mas encontra-se com uma diarreia acentuada, derivado do local onde esteve nestes últimos 8 dias. Já se encontra a fazer tratamento.







Fotografia 1 de Alexandra Carvalho / Fotografia 2 e 3 de Cecília Carril
Arte final de Alexandra Carvalho


[Clicar na imagem para a ampliar]












24/07/2009

Resgatados do Canil/Gatil Municipal de Lisboa






Estes 3 animais faziam parte de uma das inúmeras colónia de gatos de rua da freguesia de Benfica.

Foram apanhados pelos funcionários de Canil/Gatil Municipal de Lisboa a 14 e a 15/07/09, aquando da 2ª incursão dos mesmos por esta freguesia.

Foram salvos numa verdadeira luta contra o tempo, já quase em cima do prazo para o seu abate, graças à disponibilidade manifestada por um dos veterinários municipais.

Resgatados esta manhã do Canil/Gatil Municipal de Lisboa, depois de terem passado a tarde no veterinário em observação, vão ficar em período de quarentena (devido às doenças que possam eventualmente ter trazido do Gatil), findo o qual serão esterilizados.




Gato amarelo/branco idoso


(repleto de pulgas, coriza extremamente agravada e eventuais carcinomas nas orelhas - já se encontrava neste estado quando chegou ao Canil/Gatil Municipal.
Após observação na clínica veterinária, as análises ao sangue tiveram resultados muito satisfatórios para o aparente estado débil em que se encontrava e a sua idade avançada. Tomou um banho devido às pulgas e sebo que o seu pêlo tinha. Foi desparasitado, fez antibiótico e tratamento para as feridas nas orelhas - os quais terá que continuar. Encontrava-se extremamente desidratado e, quando chegou à FAT - Família de Acolhimento Temporário, revelou também encontrar-se esfomeado.
É um gato extremamente meigo, que miou a pedir atenção, durante a consulta veterinária, e não parava de dar "marradinhas" com a sua cabeça - certamente, seria um gato de casa, abandonado à sua sorte nas ruas pelos donos.
Segundo uma das pessoas que alimentava esta colónia, este gato teria já há alguns meses atrás sido abocanhado por outro macho, nunca mais tendo aparecido no local onde lhes era colocada a comida e água).




Mini

(gatinha bebé de 3 meses)



(apesar de ter fugido, aquando da tentativa de a apanharem para ser colocada dentro da transportadora, ainda dentro do Canil/Gatil Municipal de Lisboa; já na clínica veterinária, aquando da sua observação, esta gatinha revelou ser muito calma e meiguinha. Terá cerca de 3 meses e, à parte o estado de fome/desidratação que revelava, não terá outros problemas. Foi desparasitada internamente).




Luna

Gata adulta (1 ano)



(segundo uma das pessoas que alimenta esta colónia, esta gata de tamanho mini era uma das mais meiguinhas que por ali existia. Tendo, no entanto, desde a sua saída do Canil/Gatil Municipal revelado-se extremamente assustada. Teve que ser anestesiada para poder ser observada na clínica veterinária.
À parte o estado de fome/desidratação que revelava e uma unha em carne viva - revelando, talvez, ter ficado presa em algum sítio que a magoou -, não terá outros problemas. Foi desparasitada internamente).



Todos estes 3 gatos, apesar de terem vivido na rua, são extremamente meigos.
Por isso mesmo, e, sobretudo, depois do que passaram, gostaríamos que, após este período de quarentena e recuperação, pudessem ser adoptados por pessoas de muita confiança (para que possam voltar a ganhar confiança nos humanos e lhes seja concedida uma vida mais feliz do que tiveram até agora).

Poderá continuar a acompanhar neste blog o desenvolvimento da recuperação destes 3 gatos e mais notícias sobre eles; e, caso se venha a interessar por adoptar um deles, pff. contacte-nos para:
palavraseimagens@gmail.com.




E porque as mentalidades no nosso país precisam, também, de mudar ao nível de todos aqueles que continuam a, brutalmente, abandonar os seus animais, como se se tratassem de objectos e que nunca chegam sequer a ver o estado em que estes terminam (para que lhes pese nas suas consciências – se é que as têm!), quando atropelados numa estrada, mortos num Canil/Gatil ou chegados a este estado...

Gostaríamos de aqui deixar um apelo, sob a forma fotográfica, que vos pedimos que divulguem nos vossos blogs, websites ou através de contactos de e-mail (bastando para isso clicar para ampliar a foto mais abaixo e salvá-la para o vosso computador).
Muito obrigada!






[Clicar na imagem para a ampliar]







Estória da Meetsi (gatinha do poster) e dos seus irmãos, aqui.

Se poder, contribua com a aquisição de um dos 2 modelos de sacos de pano-cru "Salve 1 Animal do Canil/Gatil Municipal", para nos ajudar com as despesas médicas (ver a 1ª conta no Vet. aqui) e de alimentação destes 3 animais.






20/07/2009

A nossa 1ª Armadilha





Imagem de "Sai da Casca"



A primeira vez que vi um destes equipamentos foi aquando de uma das idas ao Canil/Gatil Municipal de Lisboa.
Nunca me irei esquecer da triste imagem, à porta do Gatil, de uma gata que se encontrava enclausurada (nem imagino bem há quantas horas) dentro de uma armadilha mínima, com tamanho para apanhar coelhos ou animais de porte bem mais pequeno do que um felino.

Mais tarde, devido ao facto da "minha" Luana ter desaparecido, acabei por ter que utilizar pela primeira vez uma destas armadilhas, na tentativa de a apanhar.
À semelhança dessa primeira vez, também quando foi necessário apanhar a Pantufinha, uma amiga acabou por me emprestar a sua armadilha.

Face a todos estes últimos eventos, para não estar constantemente a incomodar os meus amigos, bem como ao facto de tencionar apanhar o Mikado (para que seja visto por um veterinário e castrado - é o único dos quintais que se encontra em falta), consegui, finalmente, encomendar uma armadilha, que me foi entregue hoje ao fim da tarde.

Parte do valor desta armadilha foi custeado com lucros que reverteram das vendas do Bazar dos Ronrons.

Por isso mesmo, o nosso muito sincero obrigada a todos os que nos adquiriram algum produto nos últimos meses!






12/07/2009

O Trio dos Quintais








Misha, Luana e Mikado este final de tarde.





07/06/2009

PARA ADOPÇÃO: 6 bebés de 2 ninhadas



Actualização de 19/10/09: - RESOLVIDO (animais ficaram a cargo da pessoa que os alimentava)-




Através do nosso catálogo disponível no Flickr, fomos, recentemente, contactadas por uma senhora que nos pedia ajuda para a divulgação de uns gatinhos bebés que tinha para adopção.

A Dulce vive na zona de Loures, onde alimenta e protege alguns gatos de rua/campo que deambulam perto de sua casa.

Esta protecção tem dado provas de ter sido bastante bem recebida pelos felinos locais, dado que uma das gatas mais meigas, a "Preta", teve a sua ninhada (de 4 bebés) dentro do alpendre que a Dulce possui no seu terraço.

Os filhotes da "Preta" nasceram na Páscoa, têm cerca de 2 meses e, apesar de ainda continuarem de roda da gata-mãe a querer mamar, já comem muito bem por si próprios. São extremamente dóceis e sociáveis, uma vez que, desde bebézinhos, têm estado em contacto com a família da Dulce.

Chegou, assim, a altura de lhes arranjar um lar, onde venham a ter muito amor e carinho, e sejam tratados com todo o respeito e responsabilidades que um animal exige.

Clique na imagem em baixo para abrir o anúncio destes 4 gatinhos bebés que se encontram para adopção.



Fotografias de Dulce Pereira
Arte final de Alexandra Carvalho



Para além desta ninhada, o filho da Dulce encontrou, recentemente, 2 gatinhos bebés (um pouco mais velhinhos) abandonados no meio da estrada. Como também gosta muito de animais, não conseguiu resistir a deixá-los ali sujeitos a destino incerto e trouxe-os para casa, para junto da ninhada da "Preta", com quem têm convivido muito bem.

Clique na imagem em baixo para abrir o anúncio destes 2 gatinhos bebés que, também, se encontram para adopção.



Fotografias de Dulce Pereira
Arte final de Alexandra Carvalho




Caso não possa adoptar um destes lindos bebés, pff., ajude-nos na divulgação dos mesmos. Muito obrigada!





24/04/2009

ENCONTROU-SE








Este gato entrou-nos hoje, a meio da manhã, pelo escritório dentro, miando muito e parecendo andar perdido.

Não o conseguimos deixar na rua, com medo que lhe sucedesse algo de mau e recolhemo-lo.

Estava muito sujo de óleo de carro, o que indicava andar na rua já há alguns dias. Foi levado ao veterinário e encontra-se bem de saúde, apesar de não estar castrado.






Se reconhece este gato ou sabem quem é o seu dono, contacte-nos, pff., para 91. 42 30 669.

Este gato apenas será devolvido a quem comprovar com fidedignidade ser o seu dono.

Muito obrigada!








22/04/2009

1 ano depois...





Esta é a história de como tudo começou...







De como a necessidade, por vezes, nos tem que aguçar o engenho e, face às contingências da vida (ou aos casos de salvamento de animais em que nos metemos), somos levados a criar projectos como o do "Bazar dos Ronrons".









02/03/2009

Novos Sacos da gatinha "Salva"





De há 2 meses a esta data, a gatinha "Salva" transformou-se, verdadeiramente, na coqueluche da loja onde encontrou protecção e carinho.

"Salva", qual estátua de divindade egípcia, serena e imperturbável por detrás da montra, tem feito as delícias de todos os que por ali passam nas suas manhãs agitadas… Roubando-lhes algum tempo aos seus afazeres diários e fazendo-os parar, ficando ali, encantados e com um sorriso no rosto, a admirarem-na e às suas brincadeiras. Por vezes, quando se junta mais do que um indivíduo em frente à montra, as pessoas, inevitavelmente, acabam por conversar entre si, quebrando assim o gelo do individualismo da vida nas grandes cidades.

Com a sua singela presença, "Salva" veio relembrar, a todos os que por ali passam, que a vida tem muito mais do que se lhe diga do que uma simples e constante correria em busca permanente de algo...

"Salva" está cada vez mais gordinha e mimada, interagindo bastante com os seus donos (em particular com Lúcia, que recebe todas as manhãs com grandes rebolanços de barriga para o ar na montra da loja).
Já foi esterilizada e, brevemente, irá receber as primeiras vacinas.




Refª. 106s/09
Saco de pano-cru (38 x 42 cm) com estampagem em A3




O "Bazar dos Ronrons" criou duas novas imagens para os sacos de pano-cru da "Salva", os quais se encontram à venda na "Ulmeiro/Livrarte" (tendentes a contribuir para o mealheirinho de despesas desta gatinha).




Refª. 107s/09
Saco de pano-cru (38 x 42 cm) com estampagem em A3





Que todos nós já sabíamos que esta gatinha é muito fotogénica, lá isso sabíamos... O que não contávamos é que a "Salva" fosse mesmo uma fervorosa fã de máquinas fotográficas!

Este final de tarde, enquanto, ajoelhada no chão, fotografava os novos sacos com o décor da magnífica poltrona da entrada da "Ulmeiro/Livrarte"... começo a ouvir um barulho, vindo debaixo da estante perto de onde me encontrava, e eis senão quando, vejo a boa da "Salva" a bater com as suas patinhas dianteiras numa moldura e a olhar para mim, como se me estivesse a querer chamar a atenção para a sua presença.







23/01/2009

A gatinha "Salva" já foi esterilizada





A gatinha "Salva" foi esterilizada esta 5ª feira (22/01/09), graças à generosidade de tantas pessoas que passaram pela "Livrarte" e adquiriram os sacos de pano-cru oferecidos pelo Bazar dos Ronrons... antes mesmo destes terem chegado à loja.

O nosso sincero agradecimento a todos!








Os sacos de pano-cru "Salva" foram esta tarde entregues à Lúcia, que os colocou logo em lugar de destaque na "Livrarte"; podendo agora ser levantados por todos aqueles que os requisitaram durante esta semana.





Face ao sucesso desta iniciativa, o Bazar dos Ronrons decidiu que, caso ainda existam clientes interessados em adquirir um destes sacos, poderão dirigir-se à "Livrarte" e deixar o seu nome com a Lúcia ou a Nela (para que os sacos vos sejam entregues passados mais ou menos 3 a 4 dias).

Todos os lucros angariados com a venda desses restantes sacos reverterão na íntegra a favor das despesas de alimentação e veterinárias da gatinha "Salva" (sendo, mais uma vez, os sacos oferecidos pelo Bazar dos Ronrons aos protectores da gatinha).





Quanto à "Salva" está óptima e esta manhã encontrava-se já sentadinha no seu posto de controle, em pleno centro da montra desta livraria-alfarrabista junto aos livros de capa vermelha dura, a olhar muito atenta para os carros e transeuntes.

Na cave desta loja, onde noutros tempos se lutava por Causas nobres (como a Liberdade), reina agora a gatinha "Salva", aninhando-se dentro de gavetas de móveis de séculos passados, brincando por entre os trajes guardados num imenso baú... escondendo-se entre as pilhas de livros e as molduras antigas.
"Salva" parece sempre ali ter vivido... e sabido porque tinha de aí regressar.

Se tiver curiosidade em visitar a "Livrarte" por causa da gatinha "Salva", retire também de alguns minutos ao seu tempo para ver com mais tranquilidade esta loja... e pode ser que aí descubra preciosidades que o encantem ou estórias importantes de outros tempos.
Vai ver que não se arrependerá!





Actualização de 24/10/09:

Esta manhã, tive ocasião de conhecer uma das pessoas que também contribuiu para a esterilização da "Salva" e que a tem visitado praticamente todos os dias.

Muito obrigada, Dulce! Adorei a nossa conversa e, sobretudo, a utilização que vai dar ao saco da "Salva" através da sua filha!



Mais estórias da gatinha "Salva" a acompanhar aqui.








19/01/2009

Quer contribuir para a esterilização da "Salva"?




Ao iniciarmos o projecto do "Bazar dos Ronrons", os nossos objectivos (em termos mais imediatos) prendiam-se, essencialmente, com o podermos continuar a alimentar e manter os gatos dos quintais de um bairro de Lisboa, assim como divulgarmos os gatinhos que ainda tínhamos para adopção.

Paralelamente, tentávamos com os nossos trabalhos sensibilizar a opinião pública (e as autoridades competentes) para os direitos dos animais.

Tínhamos, porém, em mente que, num futuro (esperávamos) não muito longínquo, pudéssemos também auxiliar outras pessoas que a título individual ajudassem animais (muitas vezes, a expensas próprias e sem grandes possibilidades para tal).

Infelizmente, esse futuro não é tão risonho, e ainda não conseguimos colmatar o saldo negativo que temos, derivado do investimento inicial que tivemos que efectuar para que este projecto seguisse em frente.

Todavia, não conseguimos fechar os olhos a determinados casos que nos tocam...
E o caso da gatinha "Salva" foi um deles!






Refª. 101s/09



A "Salva" é uma lindíssima gatinha de cerca de 6/7 meses, muito franzina e ainda um pouco arisca; que apareceu abandonada (ou nascida na rua) na Av. do Uruguai, há cerca de um mês e meio, tendo escolhido a livraria-alfarrabista "Livrarte" como seu porto de abrigo.





Refª. 102s/09



Esta gatinha tem vivido (bem) protegida, alimentada e acarinhada nesta loja (o que é muito mais precioso do que aquilo que, na maioria dos casos, sucede a tantos outros animais, enxotados das lojas em que procuram abrigo, apesar de todos jurarem a pés juntos quem têm muita pena deles!).
E acabou por se transformar um pouco na alma da casa e na "mascote" de todos os clientes e amigos.

Em suma, numa rua repleta de comércio, a "Salva" parece ter sabido escolher exactamente qual a sua casa. Afinal de contas, como se costuma dizer, são os gatos que nos escolhem e não o inverso!...




Refª. 103s/09



A Lúcia e o José Ribeiro estão a pensar esterilizar a gatinha (de modo a que ela fique mais tranquila e não fuja devido ao cio que se aproxima); no entanto, as despesas desta operação são demasiado elevadas (e, para além da leitura já não ser uma das prioridades dos portugueses, todos devem imaginar como será difícil para uma livraria-alfarrabista competir com uma FNAC ali tão perto!).





Refª. 104s/09



O "Bazar dos Ronrons" tomou conhecimento da estória da "Salva" e dos seus protectores através de uma amiga e decidiu tomar a iniciativa (esta tarde aceite) de contribuir para as despesas de esterilização desta gatinha através da oferta (gratuita) de 10 sacos de pano-cru.

O lucro angariado com a venda destes sacos ecológicos reverterá na íntegra para as despesas de esterilização da "Salva".





Refª. 105s/09



Os 10 sacos de pano-cru são concebidos com as 5 imagens constantes neste post (fotografias dos sacos em versão original serão aqui colocadas até ao fim da semana), cada uma delas com fotografias da vida quotidiana da "Salva" na "Livrarte" e poemas ou frases relativos aos felinos (ora não estivéssemos nós, desde o início, a falar de uma gatinha entendida em leituras!).

Os sacos de pano-cru "Salva" estarão disponíveis para venda (a 10€ cada), unicamente na "Livrarte" (endereço aqui)***, a partir deste sábado (24/01/09)...
Que é, como quem diz, uma forma do "Bazar dos Ronrons" vos incentivar a descobrir esta magnífica loja forrada de memórias dos tempos em que se lutava com alma e coração por ideais!



*** Aceitam-se encomendas online destes sacos de pano-cru apenas para pessoas que não residam na cidade de Lisboa.









Nota Explicativa Final:


O "Bazar dos Ronrons" não possui qualquer tipo de "comissão" nesta loja; tendo sido, apenas, um dos alfarrabistas onde, há 11 anos atrás, efectuámos entrevistas para a nossa monografia de licenciatura (e o qual conhecíamos desde crianças, através das memórias dos nossos pais enquanto "Ulmeiro").

Toda e qualquer publicidade que advenha desta nossa iniciativa deriva exclusivamente da nossa própria vontade (e não da dos proprietários da "Livrarte").

Em todo o caso, consideramos que, se esta iniciativa, puder contribuir para que cada um de vós, - que nos lê -, um dia destes, decida visitar a "Livrarte"... e aí descubra aquele exemplar de livro raro que andava há meses à procura, ou apenas olhe em volta e se sinta como que em casa... o nosso gesto não terá sido em vão (e teremos, também, actuado, em simultâneo, para o incremento do gosto pela leitura e para o reavivar do comércio local)!





Actualização de 20/01/09:

Um agradecimento muito especial a uma vizinha que já deu o seu contributo, antes mesmo dos sacos da "Salva" terem chegado à "Livrarte"!!!!