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15/01/2010

"O País das Lágrimas" - Em Memória...







O Malhado vivia numa das colónias de rua que alimentamos. Muito franzino e de aspecto frágil, era o único gato que mais interagia com quem o protegia (querendo sempre seguir até a casa quem lhe ia dar de comer, depois de refastelar a sua barriguita).

O Malhado foi retirado da rua em Setembro do ano passado, depois de ter tido uma gastroenterite (provocada pelos alimentos inadequados que algumas pessoas também deixavam para alimentar essa colónia).

Onde o Malhado vivia antes de ali ter aparecido, ou o que lhe teria acontecido até ali, sempre foram para nós interrogações sem resposta. Mas o Malhado sempre teve um olhar triste, como de dos seus olhos emanasse uma dor profunda e inexplicável.

Naquela casa, miava sempre muito a pedir comida e miminhos, mas o seu olhar de tristeza profunda permanecia.

O Malhado apenas viveu 4 meses num lar.

Nas duas últimas semanas, começou a definhar e não queria comer. Ontem ficara internado a soro na clínica veterinária (até se saberem os resultados das suas análises), pois estava muito fraquinho.

O veterinário diagnosticou níveis muitíssimo altos de insuficiência renal e o Malhado teve que ser adormecido hoje, ao final de tarde, com a cabeça apoiada junto àquela que o protegeu e lhe deu o carinho que na rua nunca conhecera.

Triste (e muito injusta) sina a destes animais de rua que, ao serem recolhidos, pouco tempo usufruem de um lar!...







22/11/2009

Mini... Em Memória








A Mini foi resgatada do Canil/Gatil Municipal de Lisboa a 24/07/09, juntamente com 2 outros gatos da colónia de rua onde ela nasceu e vivia (muito possivelmente, com o susto da perseguição, acabou por se desorientar, perdendo-se dos seus irmãos e da sua mãe).
Foram salvos numa verdadeira luta contra o tempo, já quase em cima do prazo para o seu abate.

Nessa altura, a Mini tinha cerca de 2 meses e, durante a clausura no Canil/Gatil, encontrou amparo na jovem gata preta e branca, Luna (que fora recentemente mãe e também perdera os seus filhotes).

De início, esta gatinha de pêlo comprido fartava-se de bufar, aninhando-se sempre perto de Luna, em busca de protecção.
Com o passar dos dias, Mini começou a revelar-se mais dócil, acedendo a todos os tratamentos; mas não compreendendo ainda lá muito bem o que deveria fazer quando se lhe colocava um comprimido na boca (e permanecendo com ela bem aberta).

É, de facto, impressionante a capacidade de regeneração dos animais, após terem sido submetidos a algum tipo de tortura...
Um mês após o seu resgate, Mini já aprendera a brincar e confiava no ser humano.

Por vezes, Mini permanecia longos momentos aninhada na sua caminha, com um olhar extremamente contemplativo, o que nos levava a pensar no longo futuro que ainda teria pela frente e em como gostaríamos que encontrasse um lar onde fosse feliz e tivesse muito amor e carinho.

Infelizmente, quis o destino que a "nossa" Mini não vivesse mais do que apenas 6 meses (demasiado curto prazo de vida para um ser tão singelo, que já passara pelas piores provações!)!...

No dia 09/11/09, foi levada ao veterinário, porque nos parecia um pouco mais magrinha do que era habitual (Mini nunca foi uma gata gorda e era demasiado pequena para a sua idade) e, por vezes, não comia em condições (mas de resto, o seu estado geral continuava normal). Foi examinada e recolhido sangue para se fazerem análises, de modo a verificar o que a pequerrucha teria.

Mini viria a falecer na madrugada de 10/11/09, sem que ninguém previsse ou sequer esperasse tal desfecho.

Mini viveu apenas 6 curtos meses (prazo de vida demasiado injusto e atroz!)... Mas teve amor e carinho, e faleceu na sua caminha acompanhada por um dos gatos de casa da Cecília (e não nas ruas onde nascera).

Nos últimos momentos, quisemos preservar a sua dignidade e respeitar o tempo que connosco viveu, pelo que não a entregámos para incineração no local onde tanto mal sofrera, tendo antes utilizado os serviços da "Funerária Animal" (que trabalha com a Fundação São Francisco de Assis).







21/11/2009

Black & Rita




Fotografias de Cecília Carril
Arte final de Alexandra Carvalho



O Black e a Rita são os irmãos da Mini, de quem esta última se separou, aquando de uma das incursões dos funcionários do Canil/Gatil Municipal de Lisboa, em que viriam a ser capturados 3 gatos da colónia dos "Gatos do Parque".

Estes dois belíssimos gatinhos pretos têm cerca de 6 meses e foram retirados da rua a 12/10/09.
O nosso objectivo era mandar esterilizá-los (o que sucedeu a 14/10/09) e colocá-los numa nova colónia mais segura, uma vez que a colónia onde se encontravam é demasiado perigosa por inúmeros factores.

O que não esperávamos é que dois gatos nascidos e criados na rua, ao fim do primeiro dia numa casa, começassem a dar marradinhas e a demonstrarem muito mimo - situação que ocorreu com o Black, que sempre foi mais destemido do que a sua irmã Rita, a qual é muito tímida.

Tentando estabelecer o mínimo (e imprescindível) contacto possível com os dois gatinhos, de modo a que não se "domesticassem", aguardámos pela esterilização, de modo a verificar qual seria a sua reacção.

Como Black continuava a manifestar as mesmas reacções de meiguice (e a sua irmã parecia querer seguir os seus passos), acabámos, para seu bem, por não os poder libertar na colónia segura que nos tinham já gentilmente proposto; dado que, nessa colónia, vivendo em pleno ar livre, num local imenso, os felinos residentes não podem ser meigos ou "domésticos" (pois correrão risco de não conseguir sobreviver nesse habitat - que, para eles deixou de ser natural).

Desde então, Black tem-se tornado ainda mais meigo e brincalhão, ao passo que Rita continua muito tímida e ainda um pouco arisca. Os dois irmãos adoram-se e não se largam um só instante.

Estes gatinhos serão dados para adopção quando estiverem mais habituados aos humanos.
Por a sua pelagem ser preta, os critérios para a adopção destes dois manos serão ainda mais criteriosos do que o que é hábito.








20/11/2009

Nikita




Fotografia de Cecília Carril
Arte final de Alexandra Carvalho



A Nikita é uma jovem gata tartaruga azul, que fazia parte da colónia de "Gatos do Parque", protegida pela Cecília e uma outra senhora (colónia onde viviam também o Yoshi, Luna e Mini, assim como o Malhado).

A Nikita apareceu abandonada nessa mesma colónia em meados de Setembro deste ano. Muito asustadiça e extremamente magra, esgueirava-se por debaixo dos carros, com medo de tudo e de todos (apenas indo comer à noite, quando o local se encontrava mais vazio de gente e de outros felinos).

Com o passar das semanas, a Nikita foi ganhando confiança nas duas pessoas que a alimentavam e começou a aproximar-se, sempre a miar muito.
Foi então que se comprovou que a Nikita ali fora mesmo abandonada, dado ser uma gata extremamente dócil e com alguns hábitos de gata de casa.

A Nikita foi retirada da colónia a 08/10/09 e esterilizada a 10/10/09.

Será dada para adopção quando recuperar algum peso (dado o estado de magreza em que se encontrava) e estiver totalmente restabelecida da constipação/coriza.









11/10/2009

Yoshi, o barrigudo






É mesmo caso para dizer: quem o viu e quem o vê agora!...





01/10/2009

Yoshi - Antes e Depois





Fotografias de Cecília Carril



O Yoshi foi um dos 3 gatos resgatados do Canil/Gatil Municipal de Lisboa a 24/07/09.

Vinha num estado verdadeiramente lastimoso: repleto de pulgas, coriza extremamente agravada, eventuais carcinomas nas orelhas e cadavérico - já se encontrava neste estado quando chegou ao Canil/Gatil Municipal (e a sua estadia por lá não contribuiu para grande melhoria!).

Apesar de tudo,
Yoshi denotava ser de uma meiguice extrema, e ter um carácter muito Zen.

Com o passar dos meses, Yoshi ganhou mais peso, as suas orelhas e olhinhos estão melhores (apesar de, na grande maioria das vezes, ele próprio estragar os resultados positivos de semanas de tratamento, quando se põe a coçar-se desalmadamente) e até as suas bochechas estão mais inchadas.

A pedido de muitos amigos e fãs, aqui vos deixamos algumas das suas últimas fotos.




21/08/2009

O "Malhado"





“On ne voit bien qu'avec les yeux du coeur.
L'essentiel est invisible
pour les yeux.”



(Antoine de Saint-Exupéry, in "Le Petit Prince"
)








Este é um dos felinos que faz parte da colónia de gatos de rua onde também viviam Yoshi, Mini e Luna, antes de terem sido apanhados pelos funcionários do Canil/Gatil Municipal de Lisboa.

A incerteza era considerável em relação à cor do seu pêlo, tal não é o estado de sujidade em que anda, devido a se meter constantemente por debaixo de alguns automóveis.
E só ontem ao fim da tarde, quando finalmente o consegui ver mais de perto, depois de sobre ele muito ter ouvido a Cecília (aqui do Bazar dos Ronrons) falar, me apercebi então que o "Malhado" é um lindíssimo gato branco e tigrado (a que esta fotografia não faz sequer jus).

O "Malhado", à semelhança de muitos dos gatos desta colónia de rua, ou por ali foi abandonado, ou alguém se "esqueceu" de o levar consigo quando mudou de casa (ao ser realojado); deixando assim que este animal chegasse às condições em que se encontra: magro e escanzelado, num estado deplorável.
É, de facto, pena que as pessoas que têm tais atitudes não cheguem sequer a ser confrontadas visualmente com o estado a que votaram os seus animais!...

O "Malhado" encontra-se em tratamento médico e, nas últimas semanas, tem recuperado o apetite e até já tem um pouco mais de barriga.

Apesar de tudo aquilo que tem passado, o "Malhado" é um gato extremamente meigo, que se afeiçoou bastante às duas pessoas que alimentam esta colónia (chegando ao ponto de dar a barriguinha a pedir festas)... e que até mete dó deixá-lo na rua!...

Logicamente que, sendo um gato adulto de rua, apesar de extremamente meigo, temos a plena consciência de que muito poucas são as hipóteses de algum dia vir a ser adoptado (só mesmo se aparecesse alguém de muito bom coração, para quem "o essencial é invisível aos olhos").

E, infelizmente, as duas pessoas que alimentam esta colónia também não o podem acolher em suas casas, por já terem outros animais a seu cargo. Como é bem sabido, normalmente, as pessoas que ajudam no terreno têm sempre bastantes casos de animais em acolhimento e pouco espaço para tantos que por essas ruas ainda necessitam de ajuda, ou que acabam impreterivelmente por lhes ir parar às suas mãos quando outros sabem que auxiliam animais de rua (por isso, talvez, se pudesse estudar uma forma deste "mal" ser repartido por todas as aldeias, ou de, pelo menos, um público mais alargado se consciencializar de que também pode e tem meios para ajudar a este nível).

Quanto ao "Malhado", continuaremos a alimentá-lo e apoiar em termos veterinários, porque foi esse mesmo um dos motivos que esteve na base da abertura do "Bazar dos Ronrons".







10/08/2009

Luna





Fotografias de Cecília Carril




Luna, a terceira gatinha do Trio resgatado do Canil/Gatil Municipal de Lisboa a 24/07/09, tem vindo a perder o grande receio que tinha dos humanos, já deixando fazerem-lhe festinhas muito suavemente (e chegando, inclusive, a ficar especada pedindo mais miminhos).

Depois de, logo nos primeiros dias, ter tido que ficar internada a soro, já se encontra agora completamente recuperada e até já mia desesperada pedindo latinhas.

Esta jovem gata preta e branca continua a demonstrar um zelo extremoso pela pequena Mini, muito possivelmente porque todo o horror que viveram juntas fez com que se unissem mais e que Luna pudesse, assim, colmatar a falta dos filhotes que perdeu.
Seria muito bom se ambas as gatinhas pudessem vir a ser adoptadas juntas!








08/08/2009

Mini






Fotografia de Cecília Carril




Mini tem cerca de 3/4 meses, um lindíssimo pêlo preto semi-comprido e um futuro inteiro à sua frente...

Esta pequena bebé, que se viu separada da sua mãe e irmãos ao ter sido capturada pelo Canil/Gatil Municipal de Lisboa, encontrou em Luna um novo amparo.

De início, não sabia sequer o que era brincar, nem tão pouco porque lhe colocavam comprimidos na boca. Aninhando-se sempre muito bem escondida e protegida por Luna, com quem tem vindo a estabelecer uma grande ligação (seria óptimo se pudessem ser adoptadas juntas!).

Actualmente, já brinca com ratinhos de peluche e adora dormir na cestinha junto de Yoshi.

Por vezes, Mini coloca-se assim nesta posição muito contemplativa, como se pensasse em tudo aquilo que já viveu nestes seus 3 meses de vida.







05/08/2009

Yoshi







A pedidos dos seus inúmeros fãs, aqui vos deixamos algumas das fotografias do gatinho Yoshi, resgatado do Canil/Gatil Municipal de Lisboa a 24/07/09.








Nas últimas semanas, Yoshi ganhou uma barriguinha, tem mais músculo nas suas patas e já não come tão sofregamente como quando chegou.

Durante o dia, gosta de ficar deitado tranquilamente dentro da transportadora com vista para a janela; saindo para fora à noite e aninhando-se na alcofazinha gentilmente oferecida pela Maria e pelo Sushi (a quem o Yoshi envia muitos ronrons de agradecimento) - recordando, talvez, assim os tristes dias na rua, em que tinha que se refugiar durante o dia e sair em busca de comida durante a noite.

Os olhinhos de Yoshi estão muito melhores e libertos de quase todas as cicatrizes que trazia; e as suas orelhas já ganharam crosta nas feridas que tinham nas pontas.

Yoshi é um bonacheirão, que gosta de sopas, descanso e muito miminho. Dá-se muito bem com Luna e Mimi, mas não gosta que o vão incomodar quando está a comer e por isso, de vez em quando, lá tem que rosnar um pouco para impôr a sua presença à pequena Mimi.

Brevemente, mais notícias das gatinhas Luna e Mimi.




Entretanto, o Bazar dos Ronrons gostaria de destacar a visita que efectuámos esta manhã às instalações da associação GV - Grupo de Voluntários - a ler aqui.








31/07/2009

YML...




... 1 semana depois, foi dia de os nomear:




Fotografia de Cecília Carril
Arte final de Alexandra Carvalho



Gostamos de nomear alguns dos gatos que salvamos (aqueles que nos chegam em piores condições) com nomes que lhes tragam boa sorte, para que o seu futuro a partir dessa data seja delineado como um augúrio auspicioso.

O nosso velhotinho branco e amarelo, que deu entrada no Canil/Gatil Municipal de Lisboa num estado lastimável, e dele foi resgatado quando parecia já não haver esperança para um caso como o seu, chama-se agora YOSHI (do Japonês 吉 "boa sorte" ou 良 "bom").

Nos primeiros dias, Yoshi comia com uma sofreguidão tal que parecia andar esfomeado há já muito tempo. Tem estado a seguir o tratamento e os seus olhos já não são as duas cicatrizes purulentas com que chegou, conseguindo-se agora vislumbrar a cor dos seus olhos. Anda mais arrebitado e continua uma meiguice pegada, sempre a revirar a barriguinha para pedir festas e a dar marradinhas nas nossas mãos.





Fotografia de Cecília Carril
Arte final de Alexandra Carvalho


A pequena MINI, por ser a mais bebézinha, foi logo nomeada nos primeiros dias. Muito bufona e sempre escondida, aninhando-se junto à gatinha preta e branca, começa agora a revelar-se mais dócil, acedendo a todos os tratamentos; mas não compreendendo ainda lá muito bem o que deve fazer quando se lhe coloca um comprimido na boca (e permanecendo com ela bem aberta).

Devido a tudo o que já passou na sua breve existência, Mini ainda não sabe o que é brincar, nem tão pouco o que são ratinhos de tricot... mas brevemente o aprenderá.





Fotografia de Cecília Carril
Arte final de Alexandra Carvalho


LUNA, a jovem gata cujo focinho parece desenhar duas das faces da lua, teve de ser internada a soro e antibiótico na clínica veterinária, durante um dia da semana passada, devido a permanecer com uma diarreia muito intensa. E tem vindo a melhorar consideravelmente.

Apesar de ainda bufar um pouco, já acede a que se lhe faça festinhas muito devagar.







25/07/2009

Os 3 da vida airada




A 1ª noite é sempre a mais difícil...

É-se inesperadamente retirado da rua, onde se nasceu ou se teve que aprender a sobreviver; e, de uma forma assaz brusca, permanece-se confinado durante 8 a 9 dias numa jaula, sem a luz do sol, sem a terra onde se espraiar, por vezes sem comida ou água sequer, ouvindo outros miados e latidos persistentes de sofrimento...
E o choque é demasiado violento para que, mesmo um animal, passe incólume.

Na melhor das hipóteses, se tudo correr bem, depois chega-se ali ou a um outro local. Outros não têm tanta sorte...

E a 1ª noite é sempre a mais difícil...

Depois de todos os exames médicos e de se ter que passar mais algum tempo fechado dentro de uma transportadora, toda uma panóplia de novos cheiros, cores e texturas se apresentam... Olha-se a toda a volta, com muita atenção, e não se reconhece onde se está: não é a rua, nem tão pouco o cárcere... mas, pelo menos, o ambiente parece mais tranquilo do que o tumulto vivido nos últimos dias.
E acaba por se cheirar docemente o ar à volta, fechando os olhos como que deliciados e encostando-se àquela janela quentinha... Esperando recuperar uma nova vida.

Se ao menos os animais pudessem falar...


“Nenhum dos argumentos que provam a superioridade do homem consegue esconder este facto terrível: no sofrimento, os animais são nossos iguais.”

P. Singer







Fotografias de Cecília Carril


Apesar do estado débil em que se encontra, o gatinho amarelo e branco já idoso tem demonstrado uma força de viver e meiguice extraordinárias, sobretudo para um animal que passou pelas piores vicissitudes.
Estava esfomeado e desidratado, completamente esquelético. Continua a fazer tratamento de pomada cicatrizante para as feridas que tem nas orelhas (e, brevemente, irá fazer uma biópsia, para se verificar se tratam de carcinomas) e para a coriza agravada (que lhe feriu já parte de um dos olhos).
Nesta primeira noite, escolheu logo o seu local predilecto, dentro de uma transportadora tamanho XXL, que lhe tem servido de cama, com vista ampla sobre uma janela.





Fotografia de Cecília Carril


Mini, a gatinha bebé, que se viu separada da sua mãe e 2 irmãos, aquando da captura pelo Canil/Gatil Municipal de Lisboa, encontrou, durante a clausura, amparo na jovem gata preta e branca (que fora recentemente mãe e também perdera os seus filhotes).
Passaram a sua primeira noite aninhadas uma na outra (naquela estranha posição que os felinos assumem quando se encontram aprisionados), quase se sufocando mutuamente, como se se tentassem proteger procurando calor uma na outra.
Apesar de muito magra e desidratada, Mini já come muito bem e passou largos minutos a olhar pela janela para a rua, miando de quando em vez.




Fotografia de Cecília Carril


Luna, a jovem gata preta e branca, ainda não refeita de todo o susto pelo qual passou, ainda nos bufa bastante se nos tentamos aproximar.
Também já comeu, mas encontra-se com uma diarreia acentuada, derivado do local onde esteve nestes últimos 8 dias. Já se encontra a fazer tratamento.







Fotografia 1 de Alexandra Carvalho / Fotografia 2 e 3 de Cecília Carril
Arte final de Alexandra Carvalho


[Clicar na imagem para a ampliar]












24/07/2009

Resgatados do Canil/Gatil Municipal de Lisboa






Estes 3 animais faziam parte de uma das inúmeras colónia de gatos de rua da freguesia de Benfica.

Foram apanhados pelos funcionários de Canil/Gatil Municipal de Lisboa a 14 e a 15/07/09, aquando da 2ª incursão dos mesmos por esta freguesia.

Foram salvos numa verdadeira luta contra o tempo, já quase em cima do prazo para o seu abate, graças à disponibilidade manifestada por um dos veterinários municipais.

Resgatados esta manhã do Canil/Gatil Municipal de Lisboa, depois de terem passado a tarde no veterinário em observação, vão ficar em período de quarentena (devido às doenças que possam eventualmente ter trazido do Gatil), findo o qual serão esterilizados.




Gato amarelo/branco idoso


(repleto de pulgas, coriza extremamente agravada e eventuais carcinomas nas orelhas - já se encontrava neste estado quando chegou ao Canil/Gatil Municipal.
Após observação na clínica veterinária, as análises ao sangue tiveram resultados muito satisfatórios para o aparente estado débil em que se encontrava e a sua idade avançada. Tomou um banho devido às pulgas e sebo que o seu pêlo tinha. Foi desparasitado, fez antibiótico e tratamento para as feridas nas orelhas - os quais terá que continuar. Encontrava-se extremamente desidratado e, quando chegou à FAT - Família de Acolhimento Temporário, revelou também encontrar-se esfomeado.
É um gato extremamente meigo, que miou a pedir atenção, durante a consulta veterinária, e não parava de dar "marradinhas" com a sua cabeça - certamente, seria um gato de casa, abandonado à sua sorte nas ruas pelos donos.
Segundo uma das pessoas que alimentava esta colónia, este gato teria já há alguns meses atrás sido abocanhado por outro macho, nunca mais tendo aparecido no local onde lhes era colocada a comida e água).




Mini

(gatinha bebé de 3 meses)



(apesar de ter fugido, aquando da tentativa de a apanharem para ser colocada dentro da transportadora, ainda dentro do Canil/Gatil Municipal de Lisboa; já na clínica veterinária, aquando da sua observação, esta gatinha revelou ser muito calma e meiguinha. Terá cerca de 3 meses e, à parte o estado de fome/desidratação que revelava, não terá outros problemas. Foi desparasitada internamente).




Luna

Gata adulta (1 ano)



(segundo uma das pessoas que alimenta esta colónia, esta gata de tamanho mini era uma das mais meiguinhas que por ali existia. Tendo, no entanto, desde a sua saída do Canil/Gatil Municipal revelado-se extremamente assustada. Teve que ser anestesiada para poder ser observada na clínica veterinária.
À parte o estado de fome/desidratação que revelava e uma unha em carne viva - revelando, talvez, ter ficado presa em algum sítio que a magoou -, não terá outros problemas. Foi desparasitada internamente).



Todos estes 3 gatos, apesar de terem vivido na rua, são extremamente meigos.
Por isso mesmo, e, sobretudo, depois do que passaram, gostaríamos que, após este período de quarentena e recuperação, pudessem ser adoptados por pessoas de muita confiança (para que possam voltar a ganhar confiança nos humanos e lhes seja concedida uma vida mais feliz do que tiveram até agora).

Poderá continuar a acompanhar neste blog o desenvolvimento da recuperação destes 3 gatos e mais notícias sobre eles; e, caso se venha a interessar por adoptar um deles, pff. contacte-nos para:
palavraseimagens@gmail.com.




E porque as mentalidades no nosso país precisam, também, de mudar ao nível de todos aqueles que continuam a, brutalmente, abandonar os seus animais, como se se tratassem de objectos e que nunca chegam sequer a ver o estado em que estes terminam (para que lhes pese nas suas consciências – se é que as têm!), quando atropelados numa estrada, mortos num Canil/Gatil ou chegados a este estado...

Gostaríamos de aqui deixar um apelo, sob a forma fotográfica, que vos pedimos que divulguem nos vossos blogs, websites ou através de contactos de e-mail (bastando para isso clicar para ampliar a foto mais abaixo e salvá-la para o vosso computador).
Muito obrigada!






[Clicar na imagem para a ampliar]







Estória da Meetsi (gatinha do poster) e dos seus irmãos, aqui.

Se poder, contribua com a aquisição de um dos 2 modelos de sacos de pano-cru "Salve 1 Animal do Canil/Gatil Municipal", para nos ajudar com as despesas médicas (ver a 1ª conta no Vet. aqui) e de alimentação destes 3 animais.